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A cultura de poupança foi legado deixado pelos nossos pais, que se desvaneceu porque os incentivos desapareceram, os rendimentos são baixos e a carga fiscal altíssima.
E foi sendo substituída por uma cultura em que "o senhor governo vai cuidar de nós".
A opinião é de Paulo Pereira, presidente da Delegação Regional da Ordem dos Economistas, em vésperas de mais um Dia Mundial da Poupança.
Prático e objetivo, quando é seu apanágio, não se fica pelo "politicamente correto" e, de imediato, deleta as razões para famílias madeirenses não pouparem, ou não o conseguirem fazer. Desde logo "porque só nos lembramos de poupar precisamente quando não nos é possível fazê-lo". Ou seja, nas crises temos essa tentação, mas quando efetivamente dispomos de meios esquecemos a poupança.
Mas, o essencial, o economista percebe as dificuldades das famílias em entrarem pelo caminho da poupança. "Com tão baixos rendimentos e com elevada carga fiscal é impossível poupar", sentencia.
A terceira razão, e não menos importante, para a dificuldade em amealhar para o futuro prende-se com a espécie de subsidiodependência que por estas alturas vai imperando na sociedade, em vez dessa cultura de poupança. "As pessoas pensam sempre que o senhor governo vai resolver os nossos apertos", contata.
Soluções para o futuro? "É necessãria educação financeira logo nas escolas", releva. Não resolveria tudo, mas seria um importante contributo para esse encremento, que, forçamente, terá de ser feito na sociedade.

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