Nas reações ao desagravamento, ficam registos de satisfação, mas também a consciência que 2ª feira marca apenas um pequeno passo na retoma.

A Ordem dos Economistas vê com bons olhos as medidas de gradual retoma da atividade comercial, mas para Paulo Pereira os efeitos não se vão fazer sentir a partir de segunda-feira. A reabertura é positiva, como já havia sido a da construção civil, mas temos que ver como se irá processar, porque o pequeno comércio irá ainda sofrer as consequências, dado que as pessoas, em lay off ou desempregadas, não terão dinheiro para consumo. Paulo Pereira admite que mais tarde a dinamização possa se intensificar, porque a dinâmica que os restaurantes e café dão à vida social vai fazer muita falta por agora.


Ainda assim, quanto mais cedo se começar com a retoma. Todavia, lamenta a divisão da população em duas franjas: “é uma utopia ter esta sociedade dividida entre aqueles que têm os salários garantidos e a 100% que é a Função Pública, e o privado que, ou está a ficar desempregado ou está em lay-off e grande parte não vai receber este mês. E conforme já vai sendo dito, as consequências da miséria serão bem maiores do que as do covid, mostrando reservas quanto ao futuro.


Paulo Pereira deixa implícito que a grande retoma só se dará com o Turismo, mercado que infelizmente não depende da ação da Região.

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